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Dicas para uma casa mais segura para crianças

A melhor forma de prevenir acidentes com crianças é a supervisão constante de um adulto. Mas há como reduzir bastante os riscos preparando os ambientes para deixar sua casa mais segura para crianças. Com isso a criança terá mais liberdade quando está em casa.

Crianças saudáveis exploram os ambientes, móveis e equipamentos da casa naturalmente. Dependendo da idade, levar os objetos à boca e abrir embalagens coloridas pode ser irresistível.

A melhor prevenção é a vigilância contínua de um adulto responsável: por mais adequado que seja o ambiente, os riscos estarão sempre lá. Mas é possível tornar os espaços mais seguros, facilitando a vida do cuidador, que não precisará fazer papel de chato.

Veja os principais tipos de acidentes que ocorrem com crianças e algumas dicas para sua casa que reduzem bem os riscos de que eles aconteçam.

Água

 

Entre os tipos de acidentes, no Brasil os afogamentos são a segunda causa de morte na faixa etária de 1 a 14 anos. Três dedos de água representam risco para uma criança que está começando a andar.

 

Em casa

 

Como a cabeça e os bracinhos são as partes mais pesadas das crianças pequenas, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem e podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes, banheiras ou vasos sanitários.

  • Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada.
  • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”.

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Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Quanto mais você puder isolar fisicamente pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água das crianças, melhor.

  • Portõezinhos em banheiros e áreas de serviço são uma alternativa.
  • Trincos auto-travantes no alto das portas também são bem prático.

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Piscinas

 

Segundo a ONG Criança Segura, “boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos responsáveis. Um mero descuido basta para que um afogamento ocorra.” Por isso, reduza os riscos com estas dicas:

  • Isole a piscina com uma cerca, se possível com pelo menos 1,5 m de altura, e que não possa ser escalada. O portãozinho devem ser trancado ou com trava de segurança.
  • Cuidado: alarmes e capas de piscina ajudam, mas sozinhos não eliminam o risco de acidentes.
  • Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina.

 

Quedas

 

As quedas representam a principal causa de internação entre os acidentes com crianças de até 14 anos no Brasil. Entre os principais elementos da casa responsáveis por quedas com bebês estão os móveis e as escadas.

Os moveis costumam ser escalados, por isso Certifique-se se os móveis e o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos. Alem disso:

  • Use portões de segurança no topo e na base das escadas. Se ela for aberta nos lados, instale redes ao longo dela.
  • Cuidado redobrado em escadas vazadas (sem espelhos nos degraus): o espaço pode ser suficiente para passar boa parte do corpinho de crianças menores.
  • Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. Os espaços devem ter no máximo 6cm.
  • Evite beliches para crianças menores de 6 anos. Se não tiver jeito, pelo menos use grades de proteção nas laterais.
  • Camas, armários e outros móveis devem ficar longe das janelas, para não virarem muros de escalada.
  • Cuidado com pisos escorregadios: não dispense o antiderrapante nos tapetes.

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Asfixia

 

Bebês em fase de explorar o mundo com a boca podem se engasgar com objetos miúdos. Certifique-se de que o piso esteja livre de objetos pequenos como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas, tachinhas.

Na decoração, verifique se nenhum elemento tem pecinhas decorativas que possam se soltar e que estejam ao alcance das crianças. Além disso:

  • O colchão do bebê deve ser firme e bem preso ao berço, com o máximo dois dedos de espaço entre o berço e o colchão e sem qualquer embalagem plástica.
  • As grades de proteção do berço devem estar fixas e não podem ter mais que 6 cm de distância entre elas.
  • Materiais de limpeza, remédios e vitaminas devem ter local específico, fechado e trancado, mesmo que com trava de segurança “anti-criança”.
  • Prefira cortinas e persianas sem cordas para evitar que crianças menores corram o risco de estrangulamento.

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Queimaduras

 

Segundo a Criança Segura, a maioria das queimaduras com bebês entre seis meses e dois anos de idade, é causada por comidas quentes e líquidos derramados na cozinha. “A água quente da pia e da banheira é também responsável por muitas queimaduras em crianças; essas tendem a ser mais graves e cobrem uma porção maior do corpo do que as ocasionadas por outros líquidos quentes.”

Entre outras, estas são algumas formas de prevenir:

  • Isole os acessos à cozinha. Portõezinhos removíveis com trava autotravante podem ser uma boa alternativa.
  • Se mesmo assim alguns crianças, inclusive maiores, tiverem acesso à cozinha durante o preparo de alimentos, recomendo que as bocas do fogão mais próximas à beirada sejam inutilizadas. Use apenas as do fundo, reduzindo muitíssimo o acesso das crianças às panelas quentes.
  • Não use toalha comprida na mesa. O bebê pode puxá-la e derrubar utensílios e líquidos quentes sobre ele.

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Intoxicação

 

O envenenamento é a quinta causa de hospitalização por acidentes com crianças de 1 a 4 anos. Exposta ao veneno, a criança sofre mais que um adulto, por ter um corpinho menor, seu metabolismo ser mais rápido e seu organismo estar menos capaz de lidar com toxinas químicas.

Algumas formas de prevenir:

  • Mantenha “endereços” fixos para produtos de limpeza e medicamentos, de preferência em locais fechados e trancados, pelo menos com trava d segurança “anti-criança”. Melhor ainda se ficarem fora da vista e do alcance das crianças.
  • Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Alguns produtos que parecem inofensivos, como enxaguantes bucais, podem ser nocivos se a criança engolir em grande quantidade.
  • Certifique-se de que nenhuma das espécies de plantas que tem em seu jardim e vasos seja tóxica. Há várias espécies ornamentais que são.

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Dicas extra

 

Além dos acidentes graves citados acima, há outros pequenos acidentes que são muito chatos, causam dor e estresse (às vezes dói mais na gente que na criança, não é mesmo?) desnecessários. Vão algumas dicas para reduzir as chances de que aconteçam:

  • A queda de objetos pesados sobre a criança, como televisores por exemplo, também pode causar lesões graves. Certifique-se de que estejam bem firmes e longe das beiradas dos móveis.
  • A televisão costuma ser muito atrativa para os pequenos, com tantos botões, imagens e sons. A criança pode tentar mexer sozinha no eletrodoméstico ou mesmo equilibrar-se nele para levantar do chão, causando a queda da TV – ou qualquer outro objeto pesado – sobre ela. Certifique-se de que os móveis, além de fixos e estáveis, podem suportar bem o peso do aparelho.
  • Evite móveis com vidro ou outro material que possa quebrar e cortar. Há outros materiais menos perigosos que promovem transparência, como acrílicos e policarbonatos.
  • Portas de vidro – se já é necessários sinaliza-las para adultos para evitar que a gente atropele a porta por não enxerga-la, imagine crianças correndo e brincando! Aí o problema é que as faixas de sinalização são colocadas em altura adequada para adultos, mas acima do campo de visão das crianças menores. Cuide para que haja faixa na altura dos olhos das crianças. Essas faixas são adesivas, super fáceis de remover depois que as crianças crescerem.
  • Fechamento de portas e gavetas – quem nunca apertou um dedo numa porta ou gaveta? Dói! E como… Não vai parar no hospital, mas seria muito melhor se não acontecesse. Abuse dos acessórios para evitar o total fechamento da porta ou a abertura de gavetas e fique mais tranquilo.
  • Quinas – quando as crianças já correm pela casa, essas são causas frequentes de choros e hematomas. Supersimples de prevenir usando acessórios e algumas vezes apenas mudando discretamente a posição dos móveis.
  • Tomadas elétricas – a altura padrão das tomadas parece ter sido inventada para atrair os bebês em fase de engatinhar, não é mesmo? Crueldade… ainda bem que existem as tampinhas plásticas. Mas certifique-se de que sejam firmes, difíceis de remover até pra você. Os pequenos são bem espertos!

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Nenhuma destas dicas garante, sozinha, que o acidente não vá ocorrer. Mas reduz bastante as chances e dá mais tempo para que o adulto próximo perceba o risco antes do acidente acontecer. Tome cuidado para, depois de seguir estas dicas, não achar que não precisa vigiar as crianças, mas com certeza as chances de um acidente grave acontecer serão muito menores!

 

Aprenda mais sobre prevenção de acidentes com crianças em:

http://criancasegura.org.br

http://www.pastoraldacrianca.org.br

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